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Preparando as informações
A Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é o índice máximo de mercado, mas automóveis arrematados em leilão sofrem o que chamamos de "Deságio FIPE" (Depreciação) devido ao apontamento no histórico (chassi gravado como passagem por leilão).
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Resolução CONTRAN nº 810/2020 estipulam três graus de avaria. Dependendo de como o veículo entrar no pátio do leiloeiro (mesmo que do lado de fora pareça intacto), haverá uma reclassificação que limitará sua precificação futura e aceitação em seguros convencionais.
Carros de bancos apreendidos por falta de pagamento ou batidas levíssimas. Danos focados em peças externas (para-choques, faróis).
Veículo sofreu dano considerável, exigiria laudo Inmetro e CSV (Certificado de Segurança Veicular) para voltar a rodar legalmente. Pode não conseguir 100% de seguro.
A temida "perda total". Veículo irrecuperável. O chassi é baixado no Detran. Não tem mais direito a documento ou emplacamento, vendido apenas para desmanches credenciados retirarem peças.
É extremamente comum leiloeiros gritarem "BMW com 40% abaixo da FIPE". Esta afirmação atrai investidores inexperientes, mas carece de verdade quando submetida à calculadora Arremataí. Apenas o lance inicial ou simulado está 40% abaixo. Uma vez somados os 5% do Leiloeiro, a taxa do Pátio de R$ 1.500, a documentação de R$ 900, os débitos retroativos (multas vinculadas ao último dono que caem para você pagar), o guincho entre cidades (R$ 1.000) e os reparos estéticos pendentes, o verdadeiro deságio (Margem Livre) muitas vezes reduz-se para meros 12% a 15%.